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A farsa do PIB

 

Nani Beccalli é italiano e ocupa o segundo cargo mais importante da General Eletric, a presidência internacional. Com 300 mil funcionários,a gigante americana teve pela primeira vez em seus 130 anos de história o faturamento internacional da empresa igualando-se ao faturamento dentro dos Estados Unidos. E o mérito é do Italiano. Na semana passada em visita ao Brasil, em sua entrevista a Veja, respondendo a pergunta oficial da revista sobre o fraco crescimento do Brasil revelados nos medíocres número do PIB, o italiano disse o que a revista não queria ouvir e só publicou porque se tratava de um grande executivo de uma empresa poderosa. Para Nani Baccalli o número do PIB brasileiro é falso e afirmou: Como pode a economia de um país crescer somente 2,3% quando várias de suas maiores companhias avançam a taxa de 30% ao ano??? Para ele a explicação é que se trata de equívocos no cálculo do PIB ou riqueza não declarada e sugere que tal costuma ocorrer na Itália. Aí o Beccalli falou verdade sem meias palavras e ainda assim foi diplomático. Os números fracos do PIB são as armas da oposição ao governo Lula. O que há é uma vasta manipulação dessses números pelo IBGE, porque a oposição é poderosa, e ainda há as riquezas não declaradas. Em quatro anos o Brasil gerou divisas para pagar a dívida externa, estabeleceu um cronograma mensal de recordes positivos no setor, criou seis milhões de empregos, fortaleceu o real, empresas privadas cresceram significamente, a Petrobrás se tormou a empresa mais lucrativa da América Latina, mas o PIB do IBGE continua sem sair do lugar....A oposição agradece. E o impressionante é que delaração de Nani Beccalli teve repercursão zero. Com sua vasta experiência de homem de negócios mundo afora, ele diz que acredita no Brasil e não dá a mínima para o número do PIB brasileiro. Esse sim sabe das coisas e viu além da farsa oficial montada com fins políticos pela nossa elite escurinha, os donos do poder...



Escrito por Newton Lecarva às 15:45
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A Veja e a Polícia Federal

 

A revista Veja e a Polícia Federal tem no mínimo uma associação curiosa. Recentemente, no bombardeio ao governo Lula, a revista tem usado como fonte de suas denúncias os inquéritos da própria PF. Ora, inquéritos são sigilosos, por razões óbvias, para se realizar as investigações que podem ou não resultar em denúncias. Acontece, que em boa parte dos casos, detalhes das investigaões chegam a mídia. Mas com a Veja não é assim. Simplesmente a revista diz que teve um acesso privilegiado ao inquérito tal e pinça alguns nomes para fazer denúncias políticas, em uma evidente manipulação. Desbaratada em 19 maio de 2004, a Máfia dos Vampiros, que atuava na saúde desde o governo Collor, cujo inquérito tem 7000 mil páginas, a revista pinçou o nome de Delúbio Soares, que mesmo não sendo um padrão de honestidade, ainda não tem o dom de viajar no tempo. E toda semana tem algo semelhante. A Veja usa e abusa dos inqueritos da PF e dispara sentenças absurdas contra pessoas de acordo com o jogo político, à revelia da justiça. Nesse conluio sujo e golpista contra Lula e no desesperado esforço de atingí-lo acabou por mostrar a fragilidade ética em seu relacionamento com setores da Polícia Federal.

O caso mais grave dessa associação ocorreu no ano passado. A revista chegou as bancas com um sensacional furo de reportagem sobre uma quadrilha que manipulava resultados dos jogos do campeonato nacional para favorecer apostas realizadas através da internet, em bolsas de jogos da Europa. Para isso compravam árbritos de futebol. E Edilsom Pereira de Carvalho, que havia apitado 11 jogos sob suspeitas, foi a sensacional capa da Veja. A PF simplesmente entregou para revista todo o inquérito, 22 mil horas gravadas de escuta telefônica , antes que a investigação fosse encerrada, antes que alguém fosse detido ou formalmente acusado. Não foi um trabalho investigativo da publicação, a despeito da duvidosa menção de que tenha iniciado uma investigação e depois passado para a PF. O inquérito praticamente morreu com a divulgação. O resultado prático foi a criação do "torneio Edilson", para repor os 11 jogos do campeonato nacional anulados, favorecendo o Corinthians, que se tornou campeão, sob protestos do Internacional, que preferiu desistir da ação na justiça em razões de pressões da CBF...Realmente não somos um país sério. Um orgão de imprensa e a polícia judicial em tamanha simbiose seria matéria de escândalo em um país mais civilizado !!!!

 



Escrito por Newton Lecarva às 16:41
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