Ponto de Mutação
   
Histórico
Ver arquivos anteriores
Outros sites
INRI CRISTO, livro em andamento(download)
UOL SITES
Contando com Deus
Café do Vento
UOL
INRI CRISTO( Site Oficial)
Carta Capital
Terra
Banca de revistas
Álbum

 


Terminado o blá-blá, a pantomina jurídica, o trio de assassinos do casal Von Richthofen foi condenado a uma pena média. Suzane não vai passar 39 anos na cadeia. Na verdade, em três anos estará em casa, beneficiada pela recente decisão do STF em conceder progressão da pena aos condenados por crime hediondo, o que garante regime semi-aberto a quem cumpriu 1/6 da pena.Os irmãos Cravinhos se tudo correr bem em sete, oito anos também estarão em casa. Duas coisas requerem muito cuidado nesse país: enxame de abelha e a justiça brasileira. Em ambos casos, se você não tiver proteção, corra!!!



Escrito por Newton Lecarva às 13:13
[envie esta mensagem]




São Paulo, 06/02/2006 - Fora da prisão, a moça se diverte no litoral paulista

 

Matou os pais e foi para o motel

Na caricata justiça brasileira o julgamento de Suzane e os irmãos Cravinhos. A defesa da moça, ré confessa, pleteia nada menos que a sua absolvição. A tese é no mínimo estaparfúdia. Alegam que os pais da moça, assassinados enquanto dormiam, eram maravilhosos e ela agiu sob a influência e o domínio do namorado. Se os pais eram maravilhosos, então deveria isso ser considerado um agravante para a ação criminosa da filha. Os irmãos Cravinhos, sem chances, mostraram no julgamento o caráter passional de ambos. Cristian Cravinho entrou na história, onde tinha muito pouco a ganhar, por influência do irmão Daniel. Esse, por essa razão, tentou livrá-lo durante o julgamento e é o mais passional do trio. Apaixonado pela moça, jamais imaginaria que a história que ela lhe contava dos abusos do pai era mentira. Entrou de cabeça no plano da moça de terem liberdade e dinheiro eliminando os abusados pais, obstáculos à felicidade da filha, na ótica doentia deles. A fria e bela Suzane, que teve as regalias até o julgamento e ainda se deu o luxo de disputar com o irmãos pela herança, sabe que se sairá bem da história. A despeito das evidêncais que a colocaram como forte suspeita de ser mentora do crime, sempre contou com a simpatia da mídia. E isso faz a diferença. E já está agora evidente , porque em um crime tão estúpido e sem atenuantes, onde os réus são confessos, o longo julgamento mostra a dimensão caricata da justiça brasileira, servindo de palco para o histrionismo dos advogados de defesa, que de maneira ridícula pediram a absolvição de  Suzane von Richthofen. Contudo, cumprirão a escrita conseguindo um arremedo de pena e logo ela estará nas ruas. A elite branca não tem estômago para condenar seus representantes. Os irmãos Cravinhos obviamente que pagarão por seus crimes....



Escrito por Newton Lecarva às 17:04
[envie esta mensagem]




A Farsa da Mídia 

A mídia armou em cima das rebeliões do PCC em São Paulo mais uma farsa política. Quem lê jornais e revistas tem a impressão que uma facção do crime organizado está colocando em risco a segurança pública do país. O jornal Folha de São Paulo chama o PCC de partido. Inventam PCC recrutando adolescentes no Nordeste, PCC no Paraná, estimulam o medo, o caos. De quebra apóiam o governo do PSDB, que em uma expressão do mais puro cinismo achou estranho as rebeliões e ataques que vêm ocorrendo no estado como ação do crime organizado e joga suspeita sobre o PT, sugerindo orquestração política. E a mídia ainda transforma a questão do PCC em uma questão muito maior como uma estratégia política para envolver o governo Lula.

A verdade está longe disso. A questão do PCC está inteiramente ligada a podridão do Sistema Penitenciário do estado de São Paulo. O estranhamento de Alckmin é porque ele esqueceu que o todo poderoso comandante dos 33 presídios do interior de São Paulo, João Batista Paschoal, foi preso em janeiro desse ano sob acusação de pertencer ao PCC e de participar de uma quadrilha que cobrava 8 mil reais para transferir os protegido do crime organizado para o centro de Ressocialização, de onde fugiam ou ganhavam privilégios. Quatro meses de escuta telefônica feita pela Polícia Civil desbarataram a quadrilha. Já próximo a aposentadoria o coodernador das unidades prisionais da região central foi preso e a Administração Penitenciária alegou que nada sabia. Portanto, era o PCC que comandava o Sistema Penitenciário de São Paulo.

E o desmando era tanto que notícias publicadas em dezembro do ano passado sobre a fuga de um preso condenado a 30 anos, ligado ao PCC, que tinha sido transferido para um centro de ressocialização por conta de uma carta da deputada Zulaiê Cobra Ribeiro ao Nagashi Furukawa, ex- secretário penitenciário, demitido com o recrudescimento das rebeliões do PCC, não despertou o interesse da admistração estadual. O Governo Alckmin diante da denúncias preferiu arquivar o caso. A justificativa foi de que a Procuradoria Estadual não tem competência para investigar uma deputada federal --isso só poderia ser feito pela Procuradoria Geral da República, que não foi acionada.

Mas havia um sistema pronto para explodir. E faltava apenas o gatinho ser acionado. Colocado fora do comando do Sistema Penitenciário paulista desde janeiro por conta dessa prisão de João Batista Paschoal, na operação da polícia civil, O PCC de repente foi desafiado pelo Nagashi Furukawa, com a transferência de 730 presos, incluindo os líderes do Comando, para um presidídio de segurança máxima, e deu no que deu!!!! O que motivou a ação brusca do ex-secretário penitenciário? A proximidade das eleições, com certeza. E depois que tudo escapou ao controle, descambando em uma tragédia, o governador Alckimin silenciou e deixou o abacaxi nas mãos do Cláudio Lembo. E agora, em operação de marketing político, o PSDB estranha os ataques do crime organizado e conta para esse estranhamento com a cumplicidade farsesca da mídia, mais preocupada em fazer fumaça e distribuir a culpa para o governo central, aliviando os desmandos dos tucanos....

 



Escrito por Newton Lecarva às 19:11
[envie esta mensagem]


[ ver mensagens anteriores ]
BlogBlogs.Com.Br