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O fraco Japão
Contra o fraco Japão, Ronaldo fez dois gol e perdeu outro tanto. Continua a andar em campo. O ritmo dele está muito abaixo do resto da equipe, o seu futebol está mais para campeonato de veterano. E a preferência por sua escalação continua sendo um episódio vergonhoso do futebol brasileiro. O assessor de imprensa de Ronaldo, Rodrigo Paiva, também é assessor da CBF e estava em campo no final do jogo, junto com os reservas, o que literalmente mistura os negócios, os interesses da Nike, que patrocina o jogador e a seleção, tudo muito além da paixão do torcedor brasileiro. Ronaldo é o dono da seleção e sua imagem, estatísticas, os dólares são o que importa. E para isso conta com uma mídia comprada e o leite de Galvão Bueno, dono da audiência esportiva. Ademais, a derrota da seleção brasileira seria um ótimo negócio para o futebol. No campeonato europeu jogam todos os craques da Copa e a própria seleção brasileira, uma vitória de uma seleção européia traria ânimo, bilheteria ao campeonato que realmente conta para os negócios do futebol. O Brasil vencendo se distanciaria tanto que poderia, em sentido inverso, produzir desmotivação nesse torcedor europeu e queda nas bilheterias, no campeonato que começa logo após a Copa do Mundo.... A seleção está rifada e Ronaldo continuará sendo o herói mais frouxo da história do futebol brasileiro. O hexacampeonato seria um incômodo acidente de percurso!!
E tem mais: o time jogou veloz, mas desorganizado taticamente. Faltou conjunto, sobrou individualismo. Inconsistente na defesa, razoável no ataque. Não foi nem a sombra da equipe que venceu a Copa das Confederações. O placar folgado reproduz a fragilidade no Japão, um dos piores time da Copa...
Escrito por Newton Lecarva às 19:14
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Parreira Bueno
O segundo jogo da seleção foi marcado pela apresentação tacanha dos dois responsáveis pela vitória na primeira partida: Ronaldinho Gaúcho e Kaká. E houve o motivo concreto para isso. Eles, que jogaram com a alma nas chuteiras, se mataram em campo para salvar um Brasil apático e conseguirem a magra vitória nos pés de Kaká, não foram recompensados. Uma vitória é uma vitória. Era para serem os heróis. Mas no dia seguinte a repercussão de mídia foi como um balde de água fria no entusiasmo deles. Foram colocados no mesmo saco da atuação confusa dos dois atacantes, Ronaldo e Adriano, especialmente Ronaldo. Kaká e Ronaldinho com certeza não esperavam serem vítimas dessa estratégia de rebaixamento para salvar o companheiro de equipe, o Fenômeno de mídia, bajulado despudoramente durante toda semana. E pior ainda: Em um entrevista constrangedora na Globo, Ronaldinho Gaúcho foi apresentado como um coadjuvante de luxo, que deveria servir a Ronaldo, dentro e fora do campo. E o resultado disso se fez sentir na partida de hoje com um Ronaldinho Gaúcho sem muita gana e Kaká muito mais egoísta. Quem vai querer se matar em campo para fazer herói o pusilânime Ronaldo Nazário? O Gaúcho só começou a vibrar com a entrada de Robinho e só então Kaká voltou ao seu altruísmo natural. Não importa o que eles façam em campo, vão ser criticados de qualquer maneira, então tiraram o pé do acelerador mesmo. Por outro lado, o cinismo de Galvão Bueno em querer milimetrar a melhora da atuação do sócio Ronaldo e a sua análise de que passo a passo o Brasil vai ascender dentro da competição foi repetida por Parreira na entrevista logo após a partida, o que sugere o concerto entre eles. A insistência em manter Ronaldo no time e o mesmo esquema tático inteiramente fora da lógica do futebol dá a pista de que Parreira não está jogando para ganhar o campeonato. E Galvão Bueno sabe disso....Sobra outra vez para Ronaldinho Gaúcho, o craque mundial do momento, e Kaká, que vão ser as vítimas desse esquema tático funesto que Parreira planejou.
Escrito por Newton Lecarva às 22:49
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