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Não há seleção, há Ronaldo. Não importa a vitória, importa que seja com Ronaldo em campo. A Nike está mais preocupada com as estatísticas dos 100 jogos de Ronaldo na seleção do que com a vitória do Brasil. Parreira está subjugado a esses interesses comercias poderosos. Só os deuses do futebol sabem como se dá esse subjugamento. Parreira é a expressão de um homem triste, acossado, mas é frio e convicto. Sabe que o torcedor pode roer as unhas e praguejar, mas negócios são negócios. E pensar que a nação emocionalmente pára para ver o espetáculo de futebol, coloca a paixão no jogo, enquanto outros simplesmente estão preocupados com os negócios, os milhões de dólares que circulam nos pés de Ronaldo. Os deuses aqui são Nike, Gavião Bueno e Parreira...E Ronaldo, que já teve após o jogo de estréia, uma crise nervosa semelhante a da França e perdeu dias de treinos fazendo exames, não pode ser culpado. Ele até já pediu para ficar no banco e entrando conforme o andamento da partida, até ganhar condição. Mas, e os negócios???? Então só nos resta esperar que algumas crispações musculares do Fenôemeno colaborem a nosso favor...



Escrito por Newton Lecarva às 15:20
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TSE

O ministro Marco Aurélio de Mello, recém empossado presidente do TSE, deu nas páginas amarelas da revista Veja, a mais parcial entrevista de um membro de um Tribunal que é responsável pela legalidade das eleições. O ministro, primo de Fernando Collor de Mello, é conhecido pelas decisões polêmicas e intempestivas. Apesar do parentesco, praticamente, esteve incólume durante o processo de linchamento do primo ex-presidente. A dedução lógica, é que sendo ministro do STF, fosse na época alfinetado na mídia. Mas jamais foi. E o ministro não é dado a comedimentos. As suas decisões são polêmicas e há sempre essa expressão de silêncio que o imuniza de julgamentos, que a nós pobre mortais, aí incluído o próprio Presidente da República, costumam criar dificuldades. Quando estava no STF, em 1998, uma decisão sua foi acolhida pela sociedade com uma constrangedora falta de repercursão. Em um voto que o notabilizou decidiu que uma criança de 12 anos deveria ser responsável por sua decisão sexual, no caso em que era vítima de estupro de um homem de 35 anos. Aqui deixou de existir a violência presumida quando envolve menores de 14 anos, como se legitimasse a pedofilia. Uma criança, especialmente um pré adolescente, pode com certeza saber o que está fazendo e tem conhecimento sexual, mas sua capacidade de cerceamento dos atos está limitada pela impulsividade, pela imaturidade. E isso é o óbvio ulullante. Jamais seria um decisão de juiz em um país civilizado.

Mas o ministro tem se notabilizado por essas decisões e é costumeiramente voto vencido no tribunal. Foi dele o único voto contra o fim do nepotismo. Foi dele a decisão de pôr em liberdade o ex-controlador do Banco Nacional Marcos Catão Magalhães Pinto e de sete ex-diretores da instituição, há alguns anos.Nessa época, em junho de 2000, por exemplo, ele já havia determinado a soltura do ex-dono do Banco Marka Salvatore Alberto Cacciola. Dias depois, a decisão foi revogada pelo então presidente do STF, Carlos Velloso, mas já era tarde: Cacciola tinha fugido para a Itália, onde vive até hoje. Mas se tudo isso é passado, temos agora esta decisão intempestiva sobre coligações partidárias que tumultou o processo político, sendo revogada dois dias depois, sob a alegação da oposição que isso facilitaria a vitória de Lula. Contudo, o lamentável mesmo é essa entrevista de Ministro Marco Aurélio , como presidente do TSE, revelando uma imensa parcialidade anti-Lula e ainda o ameaçando claramente. Parcialidade política em quem é responsável pela lisura de uma eleição que se caracteriza pelo voto virtual, pois é um voto digitado em uma máquina, chamada de urna eletrônica, sem o recibo de compovação, é algo absolutamente estarrecedor. Só no Brasil mesmo...



Escrito por Newton Lecarva às 19:42
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