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Crônica de uma crise anunciada
Os analistas econômicos estão encomendando uma crise para o Brasil. Tais analistas, que servem ao poder econômico, refletem o desejo de certa elite empresarial que acredita na crise como salvação da lavoura e da política cambial. Retransformar o mercado no velho cassino de especuladores, muitos travestidos de investidores, é agora o objetivo e com festas celebram os dias da volatitilidade, cambial e do mercado de ações. Empresário brasileiro não se preocupa com produção, mas sim com o dólar. Aumento de vendas é uma questão menor. Um deputado, e produtor rural do Paraná, chegou a se queixar que a defasagem cambial faz com que Lula alimente o povo com o lucro dos produrores rurais, causando os prejuízos do setor. O que importa é a política cambial, o dólar forte. E agora encontraram um aliado em Guido Mantega, o ministro da fazenda, que na condição de insuspeito amigo de Lula, resolveu salvar a própria pele em detrimento da pátria que não é sua, o que resultou na anunciada crise. Portanto, está evidente que não é uma crise que vem de fora, como vendem na mídia. É o ministro genovês da Fazenda, criando as condições, com declarações e ações, que comprometem a estabilidade palociana da economia e afasta o investidor estrangeiro sério. O conúbio entre o Guido Mantega e FIESP devolveu às vestais da análises econômicas, comentaristas e consultores, um poder de previsão sobre o rumo econômico, na razão direta dessa cumplicidade, e com uma arrogância interpretativa que não tiveram nos últimos três anos. Mas o fato que os deixam ainda com o pé atrás e o que os fazem hesitar em arrombar a festa é que Lula permanece o fiador da estabilidade econômica. E Lula não é de entregar batalhas e dificilmente vai permir, como deseja o deputado do Paraná, que a fome do povo volte a financiar o circo dos tubarões do campo e da cidade...
Escrito por Newton Lecarva às 13:19
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Deu na Veja
A Veja desta semana traz um relâmpago de honestidade em suas páginas. Na seção Economia e Negócios a cobertura sobre a recente turbulência dos mercados é um exemplo de jornalismo vigilante, impecável e sobretudo honesto. A análise correta apresentada pela revista quebra completamente a ciranda de cumplicidade que se formou na mídia, minimizando ou na verdade escondendo, a responsabilidade de Guido Mantega na repercursão da crise e na ampliação da volatilidade do câmbio. A atitude do Ministro da Fazenda poderia ser considerada desastrosa se não tivesse sido intencional. O desastre mesmo foi para a sua credibilidade. Com transparência, a Veja coloca água na fervura dos que sonham com o retorno da especulação inflacionária , com a manipulação cambial e coloca Lula como grande fiador da estabilidade econômica. Embora, o resto da revista descambe na novela policial de Daniel Dantas e no habitual linchamento do governo. E o coração golpista da publicação volta ainda a pulsar quando consegue o absurdo de transformar o êxito da política econômica do governo Lula, responsável pela recuperação do poder aquisitivo do salário e de mais comida na mesa do trabalhador , em um ato de demagogia eleitoral que fisga o povo pela barriga. E consegue isso graças ao formidável talento de seus cinco editores, que nem se dão ao trabalho de assinar os artigos, que levam a chancela dos repórteres. Mas o que importa é que a saudável defesa da estabilidade econômica e a borrachada no Guido Mantega são bons sinais de alento....
Escrito por Newton Lecarva às 21:04
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