 |
Outubro de 2003, a Guerra do Gás
Em outubro de 2003, 250 mil pessoas sitiaram e isolaram La Paz do resto do país, no último movimento do confronto contra as forças do governo, o que causou centenas de mortes, na chamada Guerra do Gás. Era o ínicio do segundo mandato de Gonzalo Sanches de Lozada, que acabou deposto e fugiu do país. Em seu primeiro mandato, de 1994-1997, ele havia entregue o gás da Bolìvia a FHC, entre outros. Evo Morales foi um dos líderes dessa revolta. A Guerra do Gás não mereceu internamente o menor destaque na imprensa nacional. O Gás da Bolívia, explorado como se fosse nosso, era obra de FHC, então silenciar sobre o assunto seria uma boa política para a imagem dele. Portanto, atribuir o problema da Petrobras com o gás boliviano à Lula é pura exploração política de má fé, é a prática da desinformação perpretada pela mídia, para alienar o povo brasileiro. Que se conte os cadáveres bolivianos na Guerra do Gás antes de se criticar a busca da via diplomática pelo presidente Lula. E para se entender o que isso significa, o motivo principal da revolta foi a decisão de Sanches Lozada de vender gás para uma mega projeto, de 7 bilhões de dólares, representado por um consórcio de multinacionais, Pacífico LNG, liderado pelso Estados Unidos, no momento em que a imagem desse país, que invadira o Iraque, estava em um fosso de negatividade
Escrito por Newton Lecarva às 14:27
[]
[envie esta mensagem]
Declaração de Guerra
Se um desavisado desembarcar no Brasil terá a impressão que a Bolívia declarou guerra ao nosso país, diante do estardalhaço da mídia. E que Lula é um presidente fraco por não determinar o rompimento das relações diplomáticas, chamar o embaixador de volta e preparar a invasão do país vizinho. Discutem se o preço do gás subirá, o desabastecimento, a repercursão na inflação, que São Paulo, todo sul do país, poderão parar, etc. E a oposição no congresso inicia um dramático teatro. É o fim do mundo. E o culpado é Lula, que elegeu Evo Morales...E o que ocorreu?? A Bolívia nacionalizou a produção do gás natural, que era feita por 8 companhias,com a participação maior da Petrobras.E elevou o imposto sobre o produto para 88%. Essas companhias vendiam o gás para YPFB, a companhia estatal boliviana, que é a responsável pela comercialização para o mercado interno e extreno.. Portanto, o Brasil tem contrato de compra do gás com a YPFB, que será mantida e o preço não mudará. A Petrobras Boliviana, que pertence a Petrobras Holandesa, é que terá seus lucros diminuídos, mas numa escala tão insignificante, no conjunto da empresa, que as ações na bolsa de valores, ontem, dia do anúncio do Evo Morales da nacionalização da produção de hidrocarburetos, apresentaram uma alta significativa. Nada mudará, portanto, exceto para os acionistas da Petrobras, que representam 70% do capital social da empresa e para o oposição, que tem palha nova para fazer fumaça sobre o governo Lula...
Escrito por Newton Lecarva às 21:04
[envie esta mensagem]
O apetite da Petrobras
A petrobrás é uma empresa de capital aberto, que abriga em seu bojo um time de acionista poderoso e privado. E isso faz a diferença. Esse time de acionista é imensamente predador e age dentro de uma empresa pública, que detém o monopólio da exploração de petróleo no país, com uma voracidade pelo lucro que assusta e, em razão disso, são os principais financiadores da campanha golpista de mídia para o impeachment de Lula. Tudo porque nos últimos três anos a empresa adquiriu um caráter mais público, evitando o alinhamento automático do preço da gasolina no mercado interno com as flutuações paroxísticas do mercado externo. O lucro no ano passado foi de 27 bilhões e os comentaristas de economia, azeitados por esses acionistas e a despeito do monumental lucro anunciado, vendem para a população que o governo Lula faz política com o preço da gasolina, prejudicando a empresa. E são assíduos em programas de televisão, chorando por um realinhamento do preço do nosso combustível com o preço do mercado exteno. Apregoam, em uma tentativa de tirar o brilho da conquista, que a auto-suficiência em petróleo foi em decorrência do baixo crescimento do país, não mérito do governo. E logo defendem que auto-suficiência não vai interferir nos preços, puxando-os para baixo. Basta lembrar que o custo do barril produzido aqui é em torno de 8 dólares contra 70 dólares lá fora. A gasolina hoje poderia custar 40% mais barato não fosse a voracidade desses verdadeiros donos da Petrobrás. Portando, basta estender essse "modus operandi" para a operação da Petrobrás na Bolívia para se compreender a tumultuada relação da empresa com esse país. Não está de todo errado, o sr. Evo Morales, afinal o gás é deles. Contudo, a negociação é fundamental ou correrá o risco de tomar sozinho um bonde errado...
Escrito por Newton Lecarva às 19:51
[envie esta mensagem]
Lula
A recuperação econômica do Brasil nesses três anos de governo Lula é tão fantástica que poderíamos atribuir a um milagre. Acontece que não existem milagres em economia. Números expressam uma exatidão fria e regular. Mas se não é milagre, não deixa de ser estranho, fora do padrão habitual. Contudo,a explicação é simples. Trata-se de um choque de honestidade. O país nunca foi uma modelo de correção e pureza. Lula não é um demiurgo, é simplesmente um administrador honesto. Dessa maneira, O Brasil, o gigante adormecido, o país de maior desigualdade social do mundo, mostra sua força, sua pujança econômica e tudo parece funcionar como se estívessemos sob um milagre, que insuflasse recordes e mais recordes, levando o FMI à falência, com a quitação da dívida externa, um real forte, uma balança comercial produzindo saldos positivos impensáveis, recuperação salarial, crédito fácil, o povo trocando a televisão, o consumo aumentando e a inflação caindo...O resto é intriga da oposição!!!
Escrito por Newton Lecarva às 23:54
[envie esta mensagem]
|
 |
 |