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Caixa 2
Caixa 2 não é apenas um expediente empresarial e político, como ficou provado recentemente na CPI, mas também do meio artístico, principalmente no cinema. Não existiria cinema brasileiro sem caixa 2, já disse um cineasta, em um rasgo de honestidade, defendendo um colega. Público é uma estimativa que não entra nos calculos dos nossos cineastas e produtores. E a equação matemática do caixa 2 é simples: O produtor levanta 1 milhão para fazer o filme, gasta 500 mil incluindo salários de atores, respalda tudo em nota frias e os 500 mil restantes ficam de lucros, são embolsados. Fracasso de bilheteria, sem problemas! Se pintar público entra uma grana a mais. Se fizer sucesso, muda tudo, entram na esfera da prepotência, viram feras feridas do direito autoral, querendo crucificar um pobre coitado que comprou uma cópia pirata de um filme feito com dinheiro público e cujo lucro já estava de antemão garantido. E é um clube fechado. Quando entra carne nova, nem sempre é bem recebido, especialmenta com um grande apetite, como o ator Guilherme Fontes, cujo filme Chateu, rei do Brasil, foi amplamente investigado sob a acusação de caixa 2. Ele foi o Marcos Valério do cinema. Condenado por usar a regra comum à todos. E o parasitismo artístico saí do bolso do contribuinte. Não há teatro sem esse parasistimos de incentivos fiscais, que joga dinheiro no teatro de Luana Piovani, garantido-lhe lucro de 100% na bilheteria e o prejuízo que a idiota classe média paga com sacríficio e dor. Agora que político quer ir contra a classe artística, que tem voz, veículo, charme, convencimento e fãs??????
Escrito por Newton Lecarva às 23:36
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